Boletim do IRIB n. 662
07/04/2003
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var addthis_config = {"data_track_clickback":true};Regularização fundiária - Irib participa de seminário em SP
O Irib esteve presente no workshop sobre regularização fundiária de favelas, realizado entre os dias 7 e 10 de novembro do ano passado, em São Paulo, coordenado pelo Departamento de Regularização do Parcelamento do Solo - RESOLO, da Secretaria da Habitação da Prefeitura Municipal de São Paulo, com o apoio do Banco Interamericano de desenvolvimento.
Os temas debatidos e aprofundados no workshop estão abaixo resumidos, com as conclusões e propostas de encaminhamento. Neste Boletim v. tem um resumo de todos os trabalhos desenvolvidos, das pessoas envolvidas e das propostas apresentadas.
A regularização fundiária é um dos temas sobre os quais o Irib se tem debruçado com muito interesse e afinco, buscando soluções, oferecendo sua contribuição para que se alcancem modelos de regularização urbana e fundiária que se viabilizem rápida e eficazmente.
Hoje (7/4) e amanhã (8/4) a Secretaria de Habitação e Desenvolvimento Urbano, em parceria com a Secretaria Municipal de Relações Internacionais, estará promovendo o seminário "Força-Tarefa Mundial de Urbanização de Favelas" que reunirá especialistas da ONU e autoridades para debater o tema da Regularização Fundiária em Favelas.
Tendo sido formalmente convidado para participar dos eventos, o Instituto de Registro Imobiliário do Brasil estará sendo representado pelo registrador paulistano Flauzilino Araújo dos Santos.
Seminário internacional debate urbanização de favelas
Organizado pela Secretaria da Habitação e Desenvolvimento Urbano, em parceria com a Secretaria Municipal de Relações Internacionais, o seminário "Força-Tarefa Mundial de Urbanização de Favelas" reúne, a partir de segunda-feira (dia 7), em São Paulo, especialistas da ONU (Organização das Nações Unidas) e autoridades para debater o tema.
A abertura do evento será às 10 horas, com as presenças do presidente da Caixa Econômica Federal, Jorge Mattoso, do secretário nacional da Habitação, Jorge Hereda, e dos secretários municipais Paulo Teixeira (Habitação), Kjeld Jacobsen (Relações Internacionais) e Luiz Tarcísio Teixeira Ferreira (Negócios Jurídicos).
A Prefeitura de São Paulo tem hoje um dos maiores programas de urbanização e regularização de favelas e loteamentos, o que motivou a realização do seminário com os representantes da ONU na cidade.
A prefeita Marta Suplicy assinou em janeiro a lei 13.514, que regulariza 160 áreas públicas municipais e autoriza a respectiva concessão de uso para fins de moradia. A lei beneficia cerca de 48 mil famílias.
Para a ONU, enfrentar o problema da favelização das cidades em diferentes países e urbanizar as favelas é um dos principais desafios do milênio. Por isso, foi constituído um grupo especial para estudar e buscar soluções conjuntas.
No seminário, que será realizado no Hotel Meliá Confort Higienópolis, será apresentado o relatório das atividades da Força Tarefa Mundial de Urbanização de Favelas pelos membros da Força Tarefa da ONU, Pietro Garau (Itália) e Elliot Sclar (Estados Unidos). O secretário nacional da Habitação, Jorge Hereda, vai apresentar a "Política Nacional de Habitação" e o secretário Paulo Teixeira, "A Questão Habitacional no Município de São Paulo".
Na terça-feira (8), às 10h30, o secretário Paulo Teixeira lança oficialmente o "Programa de Regularização Fundiária em Favelas", no Parlamento Latino Americano. Na ocasião, serão entregues os certificados de titularização a representantes das 160 áreas desafetadas (regularizadas) pela Prefeitura.
Entre eles, estará a família do jogador de futebol, Cafu, moradora do Jardim Irene, uma das 160 áreas regularizadas. (04/04/2003 - Habitação)
PROGRAMAÇÃO
Dia 7, segunda-feira
Seminário: "Força Tarefa Mundial de Urbanização de Favelas"
Local: Hotel Meliá Confort Higienópolis
Endereço: Rua Maranhão, 371
10h: Abertura, com o secretário da Habitação e Desenvolvimento Urbano (Sehab) de São Paulo, Paulo Teixeira, secretário dos Negócios Jurídicos, Luiz Tarcísio Teixeira Ferreira, secretário das Relações Internacionais, Kjeld Jakobsen, secretário Nacional da Habitação, Jorge Hereda, e o presidente da Caixa Econômica Federal, Jorge Mattoso.
11h: Apresentação do Relatório de Atividades da Força Tarefa Mundial - Com Pietro Garau (Itália) e Elliot Sclar (Estados Unidos)
12h: Entrevista coletiva à imprensa
14h: "Política Nacional de Habitação" - Secretário Nacional da Habitação, Jorge Hereda
14h45: "A Questão Habitacional no Município de São Paulo" - Secretário da Habitação do Município de São Paulo, Paulo Teixeira.
15h30: "Bairro Legal: Urbanização e Regularização" - Apresentação e discussão:
a) Conjuntos Habitacionais - Ricardo Schumann (Diretor-presidente da Cohab)
b) Favelas - Gisela Mori (Superintendente de Habitação Popular da Sehab)
c) Loteamentos - Evangelina Pinho (Diretora do Departamento de Regularização e Parcelamento do Solo - Resolo/Sehab)
d) Mananciais - Ana Lúcia Ancona (Coordenadora do Programa Mananciais/Sehab)
17h - Encerramento - Secretário Paulo Teixeira
Dia 8, terça-feira
Evento: Lançamento do Programa de Regularização Fundiária em Favelas
Local: Parlamento Latino Americano
Endereço: Av. Auro Soares de Moura Andrade, 564 - Portão 10 do Memorial da América Latina
10h30: Abertura, com o Secretário da Habitação e Desenvolvimento Urbano do Município de São Paulo, Paulo Teixeira; superintendente de Habitação Popular da Sehab, Gisela Mori; secretário dos Negócios Jurídicos, Luiz Tarcísio Teixeira Ferreira; secretário das Relações Internacionais, Kjeld
Jakobsen. Com a presença da família do jogador de futebol Cafu. Lançamento oficial do Programa de Regularização Fundiária em Favelas com entrega de certificados de titularização para representantes das 160 áreas públicas municipais regularizadas.
11h30: Entrevista coletiva à imprensa
14h30: Visita às favelas Paraisópolis, Heliópolis e Arizona (em grupos)
16h: Visita ao loteamento Vila Nova Esperança
RELATÓRIO
WORKSHOP REGULARIZAÇÃO FUNDIÁRIA
DE 07 A 10 DE NOVEMBRO DE 2002
COORDENAÇÃO : Departamento de Regularização do Parcelamento do
Solo - RESOLO / SEHAB
Qual a sua expectativa com relação a este encontro?
(apontamentos feitos pelos participantes no início dos trabalhos)
Encontrar formas para facilitar a regularização e trazer a cidade para a legalidade
Iluminar os caminhos para a regularização fundiária
Conhecimento dos problemas da cidade – Plano Diretor
Encontrar soluções práticas, efetivas para as questões de regularização fundiária.
Maior integração PMSP – MP – PJ
Aprimorar procedimentos
Encontrar alternativas de solução
Busca de soluções para o grave problema dos loteamentos irregulares
Que haja uma inter-relação maior entre os Poderes
Troca de experiências
Busca de agilidade nos procedimentos
Entendimento/ superação de obstáculos
Conhecer mais sobre a matéria
Soluções uniformes
Troca de experiência
Entrosamento e soluções
Encontro de soluções para as questões propostas, respeitadas as limitações legais.
Integração e solução
Estabelecimento de premissas básicas para a eliminação da malha imobiliária informal
Apontar soluções para a regularização fundiária que impliquem no acesso à cidade
Conhecer a matéria
Debate profundo
Propostas concretas se possível
Caminhos para desatar nós
Encontrar formas de atuação para a regularização fundiária
Realização coletiva
Uniformização de entendimento
Soluções (2)
Integração
Solução (rumos) dos problemas com a colaboração daqueles que decidem, desde que exista a vontade política para a iniciativa.
Uniformizar linguagem para a regularização
Conhecer o estatuto da cidade e o plano diretor aplicado ao atual estágio da cidade de São Paulo
Conhecer os diversos posicionamentos sobre a regularização fundiária e as críticas pertinentes
Identificação dos problemas para soluções interdisciplinares
Bom senso
Integração entre o Executivo e Judiciário
Debate várias visões
Congregar experiências e esforços comuns a fim de desbravar os árduos caminhos da regularização fundiária
Novo olhar para as regularizações
Aplainar dúvidas que acometem os profissionais de diversas áreas facilitando o encaminhamento de soluções satisfatórias
Programação
Sexta:
Mesa redonda Apresentação dos temas
Levantamento das dificuldades
Propostas de solução
Encaminhamentos
Sábado:
Apresentação e discussão dos grupos
Próximos passos
Domingo:
Encerramento
Grupos de Trabalho, Temas e Participantes
| Grupo de Trabalho | Temas [i][1] | Participantes | |
| Grupo 1 | a - Anuência Prévia do Governo Estadualb - Usucapião | Ana Lúcia Callari Sartoretto | Arquiteta, Resolo/Sehab |
| Venício Antonio de Paula Salles | Juiz de Direito Titular da 1ª Vara de Registros Públicos | ||
| José Fernando Ferreira Brega | Procurador PMSP - Departa-mento Patrimonial | ||
| José de Melo Junqueira | Advogado, Desembargador aposentado | ||
| Ademar Fioranelli | Oficial do 7º S.R.I. | ||
| Lúcia Pereira de Azevedo | Procuradora PMSP - Procura-doria Geral do Município | ||
| Fernando de Oliveira Camargo | Advogado, Resolo/Sehab | ||
| Cristina Chicuta | Advogada | ||
| Luiz Paulo Teixeira Ferreira | Secretário da Habitação e Desenvolvimento Urbano do Município de São Paulo | ||
| Grupo 2 | a - Possibilidade de emissão de auto de regularização parcial | Maria Lúcia Tanabe | Arquiteta, Diretora de Parsolo/Sehab |
| Carlos Henrique Pereira Liso | Advogado, Resolo/Sehab | ||
| b - Edificação em áreas de baixo/ médio risco | Gisele Heloísa Cunha | Procuradora PMSP - Departamento Judicial | |
| José Eduardo Vilela Santos | Arquiteto, Cohab | ||
| c - Ocupação em faixas non aedificandi | Mauro Nadimo F. Scacchetti | Engenheiro Civil, Perito Judicial | |
| Kioitsi Chicuta | Juiz de Direito do 2º Tribunal de Alçada Civil | ||
| d - Áreas públicas já registradas ocupadas por lotes particulares | Oscar José Bittencourt Couto | Juiz de Direito Auxiliar da Corregedoria Geral de Justiça | |
| Alice Mieko Yamaguchi | Advogada | ||
| e - Correção administrativa da matrícula | Evangelina de Almeida Pinho | Advogada, Diretora de Resolo/Sehab | |
| Helena Tsiemi Nishio | Arquiteta, Chefe de Assessoria de CEUSO/ Sehab | ||
| Rosane de Almeida Tierno | Advogada, Cohab | ||
| Grupo 3 | a - Áreas Públicas | José Henrique Fortes Muniz Jr. | Juiz de Direito Auxiliar da 1ª Vara de Registros Públicos |
| Gisela Maria Mori | Assistente Social, Superintendente de Habitação Popular/Sehab | ||
| Laura Lúcia Vieira Ceneviva | Arquiteta, Secretaria Municipal do Meio Ambiente | ||
| b - Registro do auto de imissão na posse | Paula Maria Motta Lara | Arquiteta, Diretora de Aprov/Sehab | |
| José Renato Nalini | Juiz de Direito, Vice-Presidente do Tribunal de Alçada Criminal | ||
| Marcia Hallage Varella Guimarães | Procuradora PMSP - Ass. Técnica Jurídica / Sehab | ||
| Marcela B. Cherubine | Secretária de Assuntos Jurídicos de Santo André | ||
| Fernando Mussa Abujamra Aith | Advogado, Cohab | ||
| Grupo 4 | a - Determinação de faixas non aedificandi | João Osmar Marçura | Juiz de Direito, Auxiliar da Corregedoria Geral de Justiça |
| Silvana Naves de Oliveira Silva Rosa | Procuradora PMSP - Procuradoria Geral do Mun. | ||
| b - Documentação mínima necessária para regularização de parcelamentos de interesse social | Vera Regina Ferreira Fontes | Advogada, Superintendência de Hab. Popular / Sehab | |
| Gabriel Ismael Folgado Blanco | Advogado, Cohab | ||
| c - Abertura de matrícula para áreas públicas em loteamentos anteriores à Lei 6.766/79 | Sergio Jacomino | Oficial do 5º S.R.I. - Presidente do IRIB | |
| Márcio Pires de Mesquita | Promotor de Justiça - 1ª Vara de Registros Públicos | ||
| d - Cadastro multifinalitário | Hélio Lobo | Advogado, Juiz aposentado | |
| Mônica Tagnini | Arquiteta, Superintendência de Hab. Popular / Sehab | ||
| Marlene Fernandes da Silva Miamoto | Arquiteta, Parsolo / Sehab |
Quadro Resumo das discussões dos Grupos
Grupo 1
| Tema | Dificuldades | Propostas | Encaminhamento | prazo | Resp. | Diretrizes |
| Anuência prévia do governo estadual | Reconhecimento dos limites e competências | Convênio entre Município e Estado com participação do Ministério Público e anuência da Corregedoria Geral de Justiça. | Elaboração de proposta pela Sehab, SJ e Graprohab. | 30/11 (início) | Márcia (Sehab /Ataj) | Rever procedimentos e determinar prazos |
| Ausência de procedimentos / regras específicas para regularização no Governo Estadual | ||||||
| Distância do Graprohab do processo de regularização | Evitar duplicidade de análise na aprovaçãoe regularização. | |||||
| O Estado não aplica a legislação municipal | ||||||
| Exigências normativas exageradas tanto municipal como estadual | Diminuir o número de documentos | |||||
| Órgãos estaduais que devem se manifestar no processo de anuência prévia em duplicidade | ||||||
| Questionamento da qualidade dos documentos | Autonomia para o Município com relação às questões urbanísticas | |||||
| Exigência exagerada de documentos | Representação à Corregedoria Geral de Justiça para aclarar o alcance e conteúdo das normas, após workshop. | |||||
| Interpretação e conhecimento das normas da corregedoria |
TEMA: Anuência Prévia do Governo Estadual
A escolha desse tema deveu-se à extrema dificuldade do Município em dar prosseguimento nos procedimentos com vistas à averbação das regularizações de parcelamentos por ele efetivadas, frente à exigência de anuência prévia à regularização, por órgãos estaduais, definida pelo item d, do artigo 152, do provimento da Corregedoria Geral de Justiça.
Atualmente, parcelamentos irregulares, sejam estes desdobros, arruamentos e loteamentos, perfazem um total de cerca de 3 mil em tramitação no Departamento de Regularização de Parcelamento do Solo – Resolo, da Secretaria de Habitação e Desenvolvimento Urbano do Município de São Paulo, responsável pela análise e adoção das providências com vistas à regularização urbanística e registrária dessas áreas, desde que definida a irreversibilidade de sua implantação. Cabe ressaltar que tratam-se de parcelamentos implantados em áreas particulares, em que a omissão do loteador, frente às suas obrigações, é uma constante, acarretando à Municipalidade o ônus de assumir, em 95% dos casos, a regularização ex offício, seja no aspecto técnico-urbanístico – com a elaboração de planta do parcelamento, através de levantamento planialtimétrico, elaboração de projetos de pavimentação, drenagem, redes de água e esgoto, contenção, entre outros, até a execução de obras de implantação de infra-estrutura urbana –, seja no aspecto jurídico-registrário, com a atuação de um corpo técnico multidisciplinar da área social, jurídica e de arquitetura/engenharia, com vistas a alcançar a regularização registrária do parcelamento, que permita aos adquirentes o acesso ao registro de seus lotes. A consecução desse objetivo final da regularização tem, todavia, encontrado grandes dificuldades, que se concentram sobretudo na obtenção da anuência do Graprohab. Essas dificuldades têm se revelado inclusive na exigência de parâmetros não previstos na legislação municipal que trata da regularização fundiária, consoante previsão constitucional que atribui ao Município tal competência. A atuação do Estado, com exceção das empresas concessionárias, se limita a estabelecer exigências de ordem técnica, que, no mais das vezes, estão totalmente apartadas da realidade existente, uma vez que baseadas em legislação de aprovação, desconsiderando que loteamentos irregulares são feitos por particulares, sem quaisquer critérios técnicos, na grande maioria dos casos, sendo que, para adequarem-se às posturas estaduais, teriam de ser desfeitos.
Principais problemas apontados
a) Ausência de regras específicas à regularização no âmbito estadual.
b) Ocorrência de duplicidade de atuação de órgãos, com a mesma finalidade, na anuência estadual
Proposta
Diante das dificuldades apontadas na obtenção da anuência estadual para as regularizações de parcelamentos do solo realizadas pela Municipalidade é que se chegou à proposta de elaboração de um convênio entre Município e Estado, buscando delimitar competências e uniformizar parâmetros. De forma a dar maior respaldo a uma possível composição entre Estado e Município nessa questão, o Ministério Público seria chamado a participar da elaboração e a conjuntamente firmar esse convênio, para ser levado à apreciação da Corregedoria Geral de Justiça, como proposta para um novo provimento.
Nesse sentido, cumpre informar que já vêm sendo mantidos contatos entre o titular desta Secretaria da Habitação e Desenvolvimento Urbano do Município de São Paulo e o Secretário da Habitação do Estado de São Paulo. Além disso, esta Secretaria, juntamente com a Secretaria de Negócios Jurídicos, já está trabalhando numa proposta que deverá ser levada à apreciação do Estado visando ao convênio proposto.
| Tema | Dificuldades | Propostas | Encaminhamento | Prazo | Resp. |
| Ações de usucapião | Levantamentos parciais geram insegurança | Levantamento coletivo da área (foto aérea) | |||
| Definição de marcos | |||||
| Pedido de arquivamento da planta diretamente ao SRI | |||||
| Elementos que devem constar da planta a ser depositada no SRI | Elaboração do memorial descritivo dos lotes da planta AU pela PMSP | ||||
| Dificuldades do processo de citação | Simplificar o processo de citação | Proposta de convênio entre Judiciário Estadual e T.R.E., Sabesp e outros. | Dr. Venicio (1ª V.R.P) | ||
| Utilização do banco de dados do Tribunal Regional Eleitoral e de outros cadastros públicos | |||||
| Examinar a possibilidade junto ao MP de citar somente os possuidores há mais de cinco anos | |||||
| Utilizar a organização das associações e/ou comissões de moradores | |||||
| Complicações do usucapião coletivo | Workshop sobre usucapião coletivo | Elaboração de proposta de workshop | Resolo | ||
| Cadastro desatualizado | Participação dos Registros de Imóveis e do Poder Judiciário na elaboração do cadastro da PMSP | Reunião da Sehab com Secretaria de Finanças, Secretaria de Gestão Pública, juízes das Varas de Registros Públicos e Serviços de Registro de Imóveis. | 08/dez | Paulo Teixeira | |
| Maior utilização dos cadastros municipais já existentes | |||||
| Dificuldade de estrutura do Poder Judiciário | Estudar a possibilidade de estabelecer parceria entre Executivo e Judiciário | Lucia (PGM) | |||
| Avaliar a possibilidade de criação de Juizado Especial para usucapião |
TEMA: Ações de Usucapião
Em muitos loteamentos regularizados pela Municipalidade, o adquirente do lote originado pelo parcelamento, só poderá ter acesso ao registro imobiliário de sua propriedade através de uma ação de usucapião, principalmente devido a problemas registrários da gleba loteada (ausência de titularidade, descrições precárias do registro da gleba que demandam ações demasiadamente onerosas, vendas efetuadas por grileiros, etc.).
Principais problemas apontados
a) Custos elevados, decorrentes, dentre outros motivos, da necessidade de realização de perícia.
b) Insegurança gerada por levantamentos parciais das áreas a serem objeto da ação de usucapião.
c) Atual processo de citação de todos os envolvidos na ação de usucapião é complicado, longo e oneroso, e o cadastro utilizado, bastante desatualizado.
Proposta
Utilização de foto aérea com Ortofoto, de propriedade da Municipalidade, com definição de marcos, como instrumento para o levantamento da área maior, cujo parcelamento originou o lote usucapiendo, depositando-se a planta diretamente no Registro de Imóveis a fim de se subsidiar todas as ações de usucapião referentes a um mesmo loteamento.
Para tanto, mostra-se necessária a elaboração de um memorial descritivo de cada lote na planta elaborada pela Prefeitura, diminuindo-se os custos com perícia, além de agilizar a tramitação dos processos.
Quanto às dificuldades apresentadas com a citação dos confrontantes, foi levantada, como primeira proposta, a realização de um convênio entre o Poder Judiciário do Estado de São Paulo e o Tribunal Regional Eleitoral, de forma a se poder utilizar os cadastros desse último para se ter acesso a endereços atualizados. Além disso, também se propôs a tese, a ser debatida com o Ministério Público, de se citar apenas os confrontantes com posse de mais de 5 anos (em lotes de até 250 m², com uso residencial), uma vez que também já seriam titulares do direito à propriedade por via do usucapião, dispensando-se, assim, a citação do titulares do domínio constantes do registro imobiliário.
Ainda no que se refere à citação no processo de usucapião, foi também proposto o envolvimento das associações de moradores dos loteamentos, de forma a facilitar e agilizar a localização de confrontantes.
Ao diagnóstico da desatualização dos cadastros da Prefeitura, propôs-se a participação do Judiciário e dos oficiais dos Registros de Imóveis na sua reestruturação.
Quanto aos problemas de estrutura do Judiciário, foi proposto estudo para analisar a possibilidade de convênio com o Executivo municipal, para o fornecimento de equipamento e servidores que possam contribuir na tramitação dos processos judiciais de usucapião. Além disso, também se ventilou a possibilidade da criação de juizados especiais de usucapião, tudo para se fazer valer a proposta da ação de usucapião como solução para os problemas fundiários nos loteamentos irregulares, dentro do espírito que norteou o Estatuto da Cidade.
Por fim, foi sugerido que o debate sobre o usucapião coletivo fosse feito em seminário específico para o tema, dada a sua novidade e complexidade do tema.
Grupo 2
| Tema | Dificuldades | Propostas | Encaminhamento |
| Emissão de auto de regularização parcial | Falta de solução para as áreas excluídas da regularização | Criar projetos alternativos para as áreas não incluídas na regularização, inclusive com prazo para execução | Voltar a fazer regularização parcial, orientando técnicos para a criação de projetos alternativos para a área não incluída |
| Edificação em áreas de baixo/ médio risco | Projeto de parcelamento aprovado | Possibilidade da regularização com exclusão das áreas desconformes, mediante apreciação de procedimentos | |
| Ocupação em faixas non aedificandi | Realidade de fato X regularização | Tratamento em separado das áreas excluídas | |
| Áreas públicas já registradas ocupadas por lotes particulares | Vias públicas ocupadas | Averbação das vias públicas | |
| Parcelamentos clandestinos - falta de dados confiáveis | Diagnóstico da situação de irregularidade | Estudo a partir da base geo-referenciada e dos diagnósticos dos processos administrativos no âmbito da Prefeitura | |
| Ausência de equipamentos públicos nos loteamentos | Desapropriação formal pela Lei 6.766/79 (artigos 40,42 e 44) | Propor alteração de competência referente às desapropriações da Vara da Fazenda Pública para Vara de Registros Públicos | |
| Falta de um mapeamento das situações | Disponibilizar base de dados geo-referenciada digitalizada | Possibilitar que todos os envolvidos conheçam o projeto de base geo-referenciada em desenvolvimento | |
| Definir parâmetros técnicos | |||
| Prefeitura tem a área como pública. Loteador a vendeu. | Elaboração de projeto modificativo, com alteração do registro original. | Encaminhar análise para a comissão intersecretarial | |
| Ingressar com ação judicial cobrando do loteador a área pública faltante. |
| Tema | Dificuldades | Propostas | Encaminhamento |
| Correção administrativa da matrícula | Possibilidade do depósito da segunda planta | Continuar com o instituto da substituição da planta via Vara de Registros Públicos | Ouvir parecer dos Serviços de Registro de Imóveis |
| Deficiência de informações de plantas e alterações que não interfiram no perímetro e área de loteamento | Revisão do decreto que estabelece competências da PMSP com relação à retificação de plantas | ||
| Critérios para substituição do plano inscrito em desacordo com a realidade | Elaboração de projeto modificativo e alteração do registro original | Fazer pela Vara de Registros Públicos | |
| Retificação de planta com erro evidente não é aceita pelos Serviços de Registro de Imóveis | Consultar a possibilidade junto à ARISP |
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Item 03 – Possibilidade da emissão de auto de regularização parcial.
Edificações em áreas de baixo/médio risco
Ocupação em faixas non aedificandi
Sobre os itens elenc